
Felipe Paranhos, 20 anos, é repórter de A Tarde Esporte Clube e estudante de jornalismo esportivo. É antes de tudo um chato.
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Posts passados[Sexta-feira, Dezembro 07, 2007]
Pra não dizer que não falei...
Experiência fascinante estar no IV Footecon. Muita gente boa, entre jornalistas, treinadores e ex-jogadores, mas muita gente marrenta: sobretudo as duas primeiras categorias. Acho que quem pára de jogar futebol fica mais humilde ao apagar dos holofotes. O evento em si é bem organizado, a mácula é só a impontualidade brasileira. Quem tinha que viajar logo após o Fórum teve de deixar o hotel ainda no início da última palestra, ministrada por Caio Júnior, Joel Santana e Valdir Espinosa. No painel, que tinha como idéia discutir como os treinadores modificam seus times em função do adversário, Joel e Valdir deram aula de "motivação" – aquele conceito bonita, que, grosso modo, legitima aquele técnico que grita o tempo todo "vamo lá, Vandergleison! Pega!", "vamo lá, Júlio Marcelo, cai pela direita!". Nas falas dos dois, nada de tática, tema da palestra.
Vanderlei Luxemburgo é realmente um cara diferenciado. Dividindo o palco com Parreira e o craque Júnior (craque continua craque mesmo depois de largar o futebol), mostrou idéias avançadas sobre gestão de categorias de base e propostas inteligentes para evitar a fuga de jogadores . O problema é que o cara usa isso para o lado negro da força: comissões na venda de jogadores, associação com gente não tão honesta assim... E ele quer virar manager, ó meu Deus.
Juergen Klinsmann deu um show falando de uma tal "quinta dimensão no desenvolvimento de jogadores". Sério, o tema, que lembra auto-ajuda, mostrou-se extremamente relevante. O alemão, outro eterno extrassérie, falou da preparação da Alemanha oara a Copa-2006 e do treinamento também psicológico dos atletas. No futebol de hoje, em que o tempo para treinos tradicionais é curto, quanto mais criatividade, melhor. Na vitrine de exercícios pouco ortodoxos de Klinsmann, estiveram a visita do elenco a uma fábrica suiça de relógios, na qual os jogadores aprenderam a fazer um relógio. Conhecidos pela precisão dos ponteiros e pelo cuidado na confecção do artefato, os operários da Suiça tinham muito a ensinar aos atletas alemães. Estranho, mas parece ter funcionado. Depois continuo.,
postado por Felipe Paranhos | 9:10 PM |
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De volta ao trabalho
Volto do IV Fórum Internacional de Futebol com algumas histórias pra contar. Joel, Luxemburgo, Parreira... De noite eu conto.
postado por Felipe Paranhos | 5:00 PM |
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