Felipe Paranhos, 19 anos, faz Jornalismo na Facom - UFBA e estuda Jornalismo Esportivo.

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[Quinta-feira, Março 08, 2007]

No duelo das duas cores contra o arco-iris, deu rubro-negro


...e a torcida arco-íris se desfaz. Não, nada a ver com aquelas torcidas somente compostas por homossexuais. As torcidas arco-íris surgem sempre que um clube pequeno chega a uma final de campeonato. No jogo de ontem, no Maracanã, não foi diferente. Na torcida do Madureira, as cores do Vasco, do Fluminense, do Botafogo dividiam espaço com o amarelo, azul e vermelho do Tricolor Suburbano. Mas do outro lado do estádio havia quase 60 mil rubro-negros.

Dentro do campo, um time recuado, louco pra conseguir o empate que o faria campeão da Taça Guanabara pela primeira vez. Sem o veloz Marcelo e o surpreendente Valdir Papel -- de ótimas lembranças para Flamengo e Bahia --, mas com muita vontade. A melhor defesa do campeonato -- 5 gols sofridos -- só precisava não tomar gols. Coisa simples para jogadores que iriam enfrentar uma atacante como Souza, que, antes artilheiro, ganhou o rótulo de perna-de-pau e atacante de totó. Ah, os jornalistas. Mas, apesar de tudo isso, do outro lado do campo havia um time ansioso pra fazer o que não fez na primeira partida da final: jogar futebol.

Agora, o Flamengo poderá seguir o planejamento. Aliás, digressiono. Eu demorei uns cinco minutos pra escrever a primeira frase deste parágrafo. É que as palavras "Flamengo" e "planejamento" soavam estranho. Nunca pensei que fosse usar as duas numa mesma oração. Impressionante. Continuando, o rubro-negro pode agora disputar a Taça Rio com o time reserva e liberar os titulares para a Libertadores. Assim terá mais chances, já que nem de longe se trata de um grande elenco. Mas os dois melhores times do Brasil hoje -- Santos e Grêmio -- também não os têm. E, justamente por isso, pela capacidade de superação e pelos seus técnicos, eu aposto nesses três times na Libertadores.

postado por Felipe Paranhos | 3:57 PM | ____________________

[Terça-feira, Março 06, 2007]

Como não armar um time de futebol


No duelo entre dois treinadores que não mudam seus esquemas táticos nem sob tortura, venceu o melhor. Frank Rijkaard avisou que iria mudar seu 4-3-3 e Rafa Benitez fez chacota. Com razão. Você, raro leitor, mudaria num jogo decisivo o esquema tático que seu time vem utilizando há duas temporadas? Você, raro leitor, deixaria o Zambrotta no banco pra jogar com o meia-DIREITA Iniesta na lateral-esquerda? Você ficaria 30 minutos com Ronaldinho como centroavante? Frank Rijkaard fez tudo isso.

Mas o Liverpool não se classificou apenas pela falta de capacidade do técnico holandês. Rafa Benitez mostrou que sabia tudo o que o Barcelona poderia fazer. Armou suas duas linhas de quatro jogadores e encaixotou o ataque do time catalão. Somando-se isso à falta de ritmo de jogo de Samuel Eto'o, o desleixo de Lionel Messi -- que não aceitou uma só jogada -- e os chutões de Rafa Marquez, Carles Puyol e do horroroso Oleguer -- que seria reserva de Herbert, aqui no Bahia --, estava pronto o cenário perfeito para a classificação do clube de Anfield Road.

O destaque negativo foi, pra variar, a arbitragem. O alemão Herbert Fandel deixou de expulsar o inglês Pennant, que deixou as travas da chuteira na coxa de Messi.

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Em Valencia x Inter, o único destaque foi a lamentável briga no fim do jogo entre Marchena, dos espanhóis, e Burdisso, da Inter. O mais interessante é que a turma do deixa-disso era formada pelo português Miguel e por Materazzi(ele mesmo). Após um 0x0, passou o Valencia, que havia empatado em um gol no Giuseppe Meazza, em Milão.

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Amanhã, Campeonato Baiano e Final da Taça Guanabara. Até lá!


postado por Felipe Paranhos | 7:49 PM | ____________________

Vem post novo por aí

Daqui a pouco, Liverpool e Barcelona, no Anfield Road. O clube inglês joga pelo empate e pode perder por 1x0 que ainda assim consegue a classificação. Mais tarde a gente conversa.



postado por Felipe Paranhos | 4:35 PM | ____________________