Felipe Paranhos, 19 anos, faz Jornalismo na Facom - UFBA e estuda Jornalismo Esportivo.

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[Terça-feira, Fevereiro 27, 2007]

Mauro Fernandes demitido. E a novidade?

Quando Jorge Sampaio, famoso empresário da axé music, assumiu a presidência do Vitória, mídia e torcida trataram de pintá-lo com as cores da mudança. Depois de mais de uma década sob os desmandos de Paulo Carneiro, a esperança era grande. Seria uma era de dificuldades -- assumiu às vésperas da estréia na 3ª divisão --, mas de profissionalismo. Tudo isso, porém, era vidro e se quebrou, como na canção de ninar. Nada mais óbvio.

Desde a chegada de Jorge ao comando do futebol, em julho de 2006, quatro técnicos passaram pelo clube: Fito Neves, Ferreira, Mauro Fernandes e, agora, Givanildo Oliveira. Fazendo as contas, dá pra perceber quanto profissionalismo tem a diretoria do Vitória: Fito, Ferreira e Mauro ficaram, cada um, dois meses e 10 dias, em média.

Pergunto: Givanildo é o treinador ideal para substituir Mauro Fernandes? E mais: Mauro Fernandes merecia ser demitido?

Em um ano, Givanildo mudou de emprego quatro vezes: foi demitido do Santa Cruz em fevereiro de 2006, saiu do Atlético-PR em julho, ficou até dezembro no Sport, ajudando o clube a voltar à primeira divisão, e voltou ao Santa, até ser demitido no domingo.

Já Mauro Fernandes foi o último treinador a assumir o Vitória na campanha da Série C, ano passado, e ajudou o clube a subir para a Série B. Após o triunfo, foi mantido no cargo. Em 2007, Mauro e o Vitória tiveram a seguinte marca: 12 jogos, sete vitórias, quatro empates e uma derrota. Embora dois destes empates tenham causado a eliminação da Copa do Brasil, não se pode dizer que Mauro Fernandes fracassou. Ainda assim, foi demitido, após VENCER o Camaçari por 4x3, no último fim-de-semana.

O clube, no seu site oficial, justifica com os resultados de uma enquete:

Saída de Mauro Fernandes era desejo do torcedor. (...) Dos 421 internautas que na segunda-feira votaram na enquete do site oficial rubro-negro, 64% foram favoráveis à saída de Mauro Fernandes.

Um exemplo de profissionalismo.


postado por Felipe Paranhos | 6:39 PM | ____________________

[Terça-feira, Fevereiro 13, 2007]

Infelizmente, o clássico Ba-Vi ficou em segundo plano após a notícia da morte dos torcedores Luís Carlos Vitor Pereira e Pedro Sales. Por que discorrer sobre o pífio desempenho do ataque do Vitória? Ou da infantilidade do zagueiro Emerson, do Bahia? Luís Carlos e Pedro não foram as primeiras vítimas desses imbecis que se intitulam torcedores. O menino Hermílio, membro de uma dessas quadrilhas, morreu ano passado, após um jogo entre Vitória e Cruzeiro, pela Copa do Brasil. Falou-se muito pouco. Uma noticiazinha nos jornais aqui, uma matéria com o comandante da PM acolá e, uma semana depois, tudo como dantes. E, certamente, será o que vai acontecer agora. É só abrir os jornais no domingo que vem.


"Mata os três"

Segundo Daniel Silva, amigo de Pedro Sales, essa foi a sentença proferida por quatro homens. Gente que se reveste da confiança covarde proporcionada por estar em grupo. Homens com a calça da TUI.

"Sozinhos somos fortes, juntos somos imbatíveis."

É esse o lema da TUI - Torcida Uniformizada Os Imbatíveis. Precisa dizer mais? Bamor e Os Imbatíveis são apenas pedaços de engenhosas articulações que movem as torcidas de clubes brasileiros. A torcida X, da Bahia é parceira da Y, do Rio. Simultaneamente, se torna inimiga da Z, que pode ser de qualquer estado do país e, pasmem, do mesmo time de uma das duas.

Freqüentemente, os membros de torcidas tratam a si e a seus adversários como Alemão, bonde, terror. Impossível pensar diferente: cada dia mais o futebol se parece com o crime.

postado por Felipe Paranhos | 11:34 PM | ____________________

[Quinta-feira, Fevereiro 08, 2007]

Fim-de-semana de clássicos: Ba-Vi, São Paulo x Corinthians, Flamengo x Botafogo, Fortaleza e Ceará...até segunda, com a análise do Ba-Vi! ;)

postado por Felipe Paranhos | 4:58 AM | ____________________


Ontem, a Inglaterra enfrentou a Espanha. O técnico dos bretões, Steve McLaren, experimentou uma combinação contestada pela imprensa: jogar com Frank Lampard e Steven Gerrard no time titular. Os dois melhores jogadores do país decepcionaram. Mas o treinador tentou, e é pra isso que ele é pago. McLaren, faz um favor? Dá uma ligada pro Dunga?

* Na foto, Andrés Iniesta comemora o gol da vitória espanhola. Globoesporte.com

postado por Felipe Paranhos | 1:59 AM | ____________________

Vitória x Ipitanga, o mais legítimo Ataque x Defesa

O que o Vitória fez hoje foi um jogo-treino. Enfrentou um time que nem merece ser chamado desta forma, tal a desorganização. O Ipitanga ficou 25 dias sem treinar e só voltou semana passada, quando o time do dirigente alemão Martin Winner, ex-presidente do clube, foi deposto. O time que estreou sendo goleado pelo Atlético de Alagoinhas é o mesmo que enfrentou o Vitória: o do presidente Robson Paranhos(nenhum parentesco, graças a Deus). Não entendeu a confusão? Nem eu. Ainda assim, o clube da capital não brilhou.

Justamente por toda essa bagunça do time de Madre de Deus, o Vitória tinha por obrigação fazer um bom papel. O time do técnico Mauro Fernandes entrou, mais uma vez com o losango no meio-campo, com três volantes -- Guilherme, Garrrinchinha e Élton, que apoiou bem o ataque no segundo tempo -- e Jackson, que nada fez enquanto atuou. Apodi, Capixaba e Cléber foram poupados para o Ba-Vi de domingo.

Logo no início, Joãozinho -- que é um segundo-atacante de velocidade, como jogou no Ipatinga, com Diego Silva como centroavante -- perdeu um gol na cara do goleiro Marivaldo. Admito que qualquer atacante tem de saber chutar, mas o mineiro está atuando fora de posição. Antes de sair no intervalo, ele ainda perdeu um gol semelhante, aos 30 do primeiro tempo.

O rubro-negro ainda sofre com a falta de criação no meio-campo, dependendo, assim, das jogadas de Índio, em excelente fase. Mauro Fernandes precisa bolar um outro esquema tático. Jogar com três volantes contra o Ipitanga -- que se defendia com os 11 jogadores no campo de defesa -- é fazer uma ode ao mau futebol.

No segundo tempo, com a entrada de Pantico no lugar de Joãozinho e a saída do jovem zagueiro Anderson Martins -- que, contundido, deu lugar a Marcelo Moreno --, o Vitória melhorou, apesar de abusar dos chutes de fora da área no início do jogo. Um deles, no entanto, bateu no travessão. Quem chutou foi o lateral Alex Santos, que fez bela partida substituindo Apodi. Aos 16 minutos, o volante Garrinchinha cometeu falta e levou cartão amarelo. 27 minutos depois, após pontapé infantil e sem explicação, foi expulso e desfalcará o Leão no clássico do fim-de-semana. Uma grande perda, mas que tem um lado bom: quem sabe assim o técnico Mauro Fernandes planeja um meio-campo com dois volantes -- que podem ser Vânderson e Guilherme -- e dois meias --Cléber, pela esquerda, e Jackson, pela direita. Mas eu não me chamo Mauro Fernandes, né?

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O Bahia, que contava com as estréias de Paulo Musse, Herbert, Vitor Boleta e Preto, venceu bem o Itabuna, penúltimo colocado no Campeonato Baiano, com gols de Moré, Herbert e Fábio Saci. A contratação de Preto Casagrande é de grande valia para o Tricolor, apesar de ainda estar fora de forma. Tem qualidade no passe, cobra bem as faltas e tem experiência. Se a bagunça do clube não irritá-lo novamente, sua contratação dará frutos, principalmente se seu contrato for renovado em maio. Será um excelente reforço para a Série C.

* Foto: Haroldo Abrantes - A Tarde On Line

postado por Felipe Paranhos | 1:48 AM | ____________________

[Quarta-feira, Fevereiro 07, 2007]

Quando uma camisa se torna o centro das atenções em um jogo de futebol, é sinal que a partida não foi nenhuma maravilha. Dunga foi o protagonista do lance mais interessante de Brasil x Portugal: mesmo com o frio de 2ºC que deixava Londres ainda mais cinzenta, dispensou o agasalho da seleção para deixar à mostra sua sua fina camisa no melhor estilo Agostinho Carrara. Logo ele, quando jogador tão discreto e desapegado a firulas.


Finalmente, o jogo

Com o time enfraquecido pela ausência do titular Robinho e do reserva(!) Ronaldinho, Dunga optou por desmanchar o falso 4-5-1 -- que freqüentemente traz Robinho à meia-esquerda -- e utilizar um 4-4-2 clássico com os meias Kaká, pela esquerda, e Elano, pela direita, e dois atacantes: Rafael Sóbis, de movimentação, e Fred, no meio da área. O detalhe é que Kaká centraliza o jogo. Desse modo, faltaria apoio para o lateral Gilberto, que pouco foi ao ataque. Como conseqüência, Elano foi sobrecarregado e sofreu forte marcação do lateral-esquerdo Caneira, de Portugal. No primeiro tempo, o Brasil criou pouco, tanto que a melhor chance brasileira saiu de uma falta mal cobrada por Elano, que sobrou para Lúcio e este chutou no travessão.

O Brasil, no segundo tempo, criou ainda menos jogadas e não chutou nenhuma vez a gol. Os jogadores que entraram pareciam nervosos, caso do ex-Bahia Daniel Alves, que nada acertou, e de Diego, que deu um pontapé no ótimo atacante Ricardo Quaresma.
Com a entrada de Adriano no lugar de Rafael Sóbis, o ataque ficou ainda mais isolado e passou a ser composto por dois jogadores fora de forma: Fred, que vem de lesão, e Adriano, ainda em má fase. Portugal fez a festa: 2x0.

No duelo entre técnicos gaúchos em Londres, o sóbrio Felipão derrotou o espalhafatoso Dunga.

Em tempo: olha o que o diário MARCA, da Espanha, publicou em sua edição de hoje:

"O treinador brasileiro sobressaiu em Londres com uma carnavalesca camisa que certamente não usará mais. Além de feia, foi gafe."

postado por Felipe Paranhos | 8:36 PM | ____________________

[Terça-feira, Fevereiro 06, 2007]

Olá. Eu sou Felipe Paranhos, estudante de jornalismo esportivo. Este blog tratará com idoneidade do futebol baiano, brasileiro e internacional.

postado por Felipe Paranhos | 10:11 PM | ____________________