Felipe Paranhos, 20 anos, é repórter de A Tarde Esporte Clube e estudante de jornalismo. É antes de tudo um chato.

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[Quinta-feira, Julho 10, 2008]

Futebol-negócio: melhor pra todos



Esta é uma réplica da Taça da Liga dos Campeões da Europa feita de latas de cerveja. Heineken, pra ser mais exato. A fabricante de bebidas é uma das principais patrocinadoras deste que é o maior e mais importante torneio interclubes do mundo. E resolveu levar seu troféu de mentirinha para terras além-Velho Continente, no caso, a Tailândia. A idéia, claro, é puro marketing, com bons frutos para a LC e para a cervejaria. Quem não gostaria de ver seu produto mesclado a um torneio dessa magnitude em um mercado em expansão como o asiático?

Este preâmbulo é para falar do quanto o marketing esportivo ainda engatinha no futebol brasileiro. João Henrique Areias, em seu livro Uma Bela Jogada - 20 anos de Marketing Esportivo, mostra as dificuldades que os clubes ainda têm de assimilar o profissionalismo das relações clubes-patrocinadores. Muitos dirigentes vêem a empresa que estampa seu logo na camisa do time X apenas de um lado: o da vitrine que o uniforme proporciona para a marca. E aí dá-lhe rompimento unilateral de contrato e tome ação contra os clubes. Foi o caso do Fluminense com a Hyundai, após o título carioca de 1995: um contrato que salvou a vida do tricolor foi jogado fora após a gestão do clube mudar de mãos. Aquele hábito de renegar tudo o que foi do governo anterior, tão peculiar aos administradores brasileiros, deu as caras. Não deu outra: sem dinheiro, no mesmo ano da rescisão com a montadora coreana, o Flu caiu à segunda divisão. No ano seguinte, à terceira. Na visão de Areias, o caso é emblemático. "O episódio não é apenas uma crônica da decadência tricolor nos anos 90. É, principalmente, um dos exemplos mais evidentes de como uma administração amadora pode levar um clube ao fundo do poço", garante.

Pior é quando a empresa investe no clube, o dirigente esportivo banca a parceria, mas a imprensa a ignora. A Globo, maior rede de telecomunicações do Brasil, faz isso. Exemplos:

* Na Copa São Paulo de Futebol Júnior 2008 - O Pão de Açúcar Esporte Clube, time de empresários, virou PAEC

* Na Fórmula 1 - A equipe Red Bull virou RBR e sua filial, a Toro Rosso (o nome do energético em italiano), STR

* No Vôlei - Aí é um show. Justamente onde esse tipo de parceria se tornou mais forte, a maior vitrine do jornalismo esportivo nacional passa batido pelas marcas, mencionando só o nome da cidade. Aí vêm aberrações como Florianópolis (Cimed/), Osasco (Finasa/), Rio de Janeiro (Rexona/), Canoas (Ulbra/). A gente, mas não todo mundo, se vê por ali.

A Heineken/UEFA, de olho no público jovem - principal consumidor dos dois produtos, expande seu alcance para o mundo com promoções que utilizam ferramentas como o youtube - não por acaso, um veículo cujo trato é adaptado ao Século XXI. Vale a pena ver a compilação dos melhores vídeos enviados para uma promoção da cervejaria, que levou dois torcedores brasileiros a Atenas, onde foi realizada a final da Champions League de 2007. Desconsiderem a ridícula encenação dos atores no início.



postado por Felipe Paranhos | 12:23 AM |

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[Quarta-feira, Maio 14, 2008]

Resolvido

Depois de muito suor e de tentar até falar com o finado Blogger Brasil, descobri que sou um idiota. É que o problema que fazia meus posts ficarem completamente loucos era no código html do meu blog. Fiz merda quando tentava recolocar a caixa de comentários aqui. A tal matéria que seria publicada há uma semana e meia entrará agora.

postado por Felipe Paranhos | 2:13 AM |

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[Quinta-feira, Maio 01, 2008]

Aos poss%iveis navegantes

Senhores, para minha agonia, n%ao estou conseguindo postar nada que tenha links. Nem no texto, nem externos. Muito menos v%ideos. E os acentos ainda t%ao saindo assim. Professor, na moral, n%ao tira ponto. Fiquei at%e agora vendo isso. J%a mandei a chamada. Obrigado e at%e amanh%a.

P.S.: Aos navegantes de fora da Facom, eu fiz uma mat%eria para uma disciplina da faculdade. O professor vir%a avaliar.

postado por Felipe Paranhos | 12:45 AM |

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[Quarta-feira, Abril 30, 2008]

Como diriam os Teletubbies, é hora de dar tchau

Há dois anos sem títulos no comando do Barcelona, o técnico Frank Rijkaard parece ter feito seu último ato à frente do clube ontem, quando foi desclassificado da Liga dos Campeões pelo Manchester United.

Ele deve ficar até o fim da temporada, mas o gol de Scholes simboliza a decadência de um time que já foi considerado brilhante.

A obviedade tática, a má relação com o grupo de jogadores e o trato complacente com a populista imprensa espanhola são alguns dos erros do holandês nos cinco anos em que está no clube. "Não é o momento de falar destas coisas. O Barcelona tem gente capaz de tomar decisões. Não posso dizer que eu vou embora". Mas pode ter certeza que aqueles que tomam decisões vão dizer.


Scholes 1-0 Man Utd vs Barcelona
Colocado por rimkaa59


postado por Felipe Paranhos | 8:57 AM |

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[Quarta-feira, Abril 16, 2008]

1002 shows

Romário parou. Aos 42 anos, o Baixinho percebeu que não valia mais a pena correr – ou andar, como vinha acontecendo – atrás de um rendimento que não obtinha desde 2005, quando foi artilheiro do Brasileirão. Até aí, nenhuma novidade.

A questão que me aflige é: como a carreira do cara ficará marcada para a posteridade? Hoje, todos o conhecem como "o gênio da grande área" ou "o homem dos mil e dois gols", como se o Baixola fosse simplesmente um artilheiro. Não é. É gênio, unanimidade dentro do campo, embora seja polêmico fora dele.

Gols como esse, na Copa de 1994, contra Camarões, mostram que seu vigor físico aos 28 anos era tão privilegiado que lhe permitia ganhar na corrida de zagueiros velozes como Rigobert Song, à época com 18 anos, e Raymond Kalla, que tinha 19.



postado por Felipe Paranhos | 11:04 AM |

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[Quinta-feira, Fevereiro 28, 2008]

Ô draga



Eu sei, a notícia é do meio do mês, mas....

Souza é o camisa 10 do ano do centenário do Atlético/MG. É difícil, mas às vezes me lembro que pode existir algum clube contratando pior do que o Vitória.

postado por Felipe Paranhos | 3:35 PM |

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[Segunda-feira, Fevereiro 11, 2008]

Opa!

Ah! E que venha o poderoso Sousa/PB, nesta quarta! Terei mais coisas pra dizer, talvez pra rir.

postado por Felipe Paranhos | 7:09 PM |

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18 jogadores e nenhum reforço

Eu já sabia. Aliás, quem não sabia que esse time do Vitória é, pra dizer pouco, medíocre? "Ah, mas o Bahia não mereceu vencer, o melhor jogador da partida foi o Darci, goleiro tricolor". Ah, pergunto eu, então o goleiro adversário pega mais que o seu e foi você quem mereceu ganhar? O time rival aproveita as poucas chances de gol que tem e você, que perdeu três mil gols, jogou melhor? Uma última pergunta, pois: quem perde do Bahia após colecionar derrotas contra Colo-Colo e do Vitória da Conquista pode dizer que “É preciso ter calma”, como pediu Vadão?

Vou até mudar a formatação do texto, mesmo que dificulte um pouco a leitura.

Leitor, quem contrata:

- Harley (terceiro reserva do 4º colocado da Série C);
- Moré (cuja marca de 10 gols em 32 jogos do Bahia na série C despertou o interesse de Barcelona e Manchester United);
- Marcelo Moscatelli (tem um brilhante empresário);
- Alex Oliveira (cuja passagem pelo Vasco, ao lado de Wellington Paulo, motivou o singelo apelido de a pior dupla de zaga da história);
- Alessandro (Um jogo em 18 possíveis pelo Atlético/PR no Brasileirão/07;
- Evanílson (33 anos, há seis meses sem jogar);
- Marcelo Silva (por Deus!);
- Marinho (no ocaso da carreira);
- Marco Antônio (não se firmou em nenhum clube)...

...e tantos outros, leitor, quem contrata esses moços pode pensar em qualquer coisa que não seja o rebaixamento à Série B?

Que as contratações do Vitória não foram feitas com base no que havia disponível do mercado, todo mundo sabe. Mas quando vejo o time que entrou em campo ontem, no clássico, me lembro de um exercício que meu irmão fez comigo, há cerca de duas semanas. Em 2/11/2006, partida válida pela Série C , contra o Bahia, o Vitória entrou em campo assim: Emerson; Apodi, Sandro, David Luiz e Alysson; Bida, Vanderson, Garrinchinha e Leandro Domingues; Índio e Marcelo Moreno. Ontem, após serem feitas 18 contratações e um sem-número de dispensas, o time foi: França; Alex Santos, Marcelo Batatais, Ânderson Martins e Gustavo; Marcelo Silva, Ramirez, Bida e Jackson; Marquinhos e Moré.

Nem precisa pensar pra escolher o melhor, né?

postado por Felipe Paranhos | 7:00 PM |

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[Sexta-feira, Fevereiro 08, 2008]

Romário contra Eurico: quem perde é o torcedor

“Eu decidi que o Alan Kardec iria jogar”, garantiu Eurico Miranda. O presidente do Vasco, dono de língua ferina, admitiu algo que muitos já desconfiavam: há interferência da diretoria na escalação do time.

Contra o Friburguense, quarta, Romário queria Abuda, Eurico escalou Alan. Ganhou quem paga os salários, perdeu a torcida vascaína que, agora, sabe que os próximos treinadores não terão liberdade para escolher quem joga. “Tomei a atitude correta e tomaria de novo. Tomarei este tipo de atitude toda vez que entender o que é melhor para o Vasco”, disse Eurico, deixando claro quem manda na Colina.

Mas, afinal, o que é melhor para o Vasco? O próprio Eurico respondeu, quando afirmou que Kardec é uma grande aposta do clube. Onde se lê aposta, leia valorizar o atleta para vender para o exterior. O Paris Saint-Germain já ofereceu cerca de 3,7 milhões de euros pelo atacante. O dirigente disse haver outras propostas e sabe que, com o jogador no banco, elas podem minguar.

Romário, logo após deixar o clube, deu a sua versão. “Minha intenção era preservar o garoto. Mas se eles querem vender o jogador, que vendam”.

O técnico do Fluminense, Renato Gaúcho, afirmou ontem que “não há presidente que vá mandar no meu time”. Ele treinou o Vasco de 2005 a 2007.

PORTAS ABERTAS – Kléber Leite, diretor de Futebol do Flamengo, conhece bem o Baixinho. Foi o artífice da contratação do craque para o Mais Querido, em 1995, e, desde então, proclama que o coração do jogador bate no ritmo do hino do Fla. Por isso, não perdeu a oportunidade, quando perguntado se o clube ofereceria um jogo de despedida a Romário. “Recebemos todos os grandes rubro-negros de braços abertos”, ironizou.

A declaração de Kléber toca num ponto nevrálgico da relação de Eurico com a torcida do Vasco. O presidente vascaíno é inimigo político de Roberto Dinamite, maior ídolo do clube. Por isso, a construção de uma estátua para Romário gerou tanta polêmica. A camisa 11 não é mais usada quando o Baixinho não está em campo. De Eurico para Dinamite, nada.

HÁ DEZ ANOS... – Direto do túnel do tempo, diria um programa de televisão. Em 1997, o Vasco teve o melhor elenco da Era Eurico Miranda. Do time que venceu a final do Brasileirão daquele ano, cinco jogadores foram revelados nas divisões de base do clube.

Por coincidência, aquele foi o ano da implementação da Lei Pelé, que reduziu os poderes do clube formador sobre o atleta e facilitou o avanço dos empresários. A partir de 2000, o Vasco reduziu os investimentos na base. Basta relembrar quais foram os jogadores revelados pelo Vasco neste século: Souza e Léo Lima (que começaram no Madureira), além de Morais.

Um jogador, entretanto, fez Eurico começar a mudar de idéia: Alex Teixeira, 18 anos, está no clube desde os nove e tem multa rescisória de R$ 100 milhões. O Manchester United teve negada uma proposta pelo jogador. Certamente, a valorização de Alan Kardec veio na esteira do interesse por Alex Teixeira.

postado por Felipe Paranhos | 1:44 PM |

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[Quarta-feira, Fevereiro 06, 2008]

Sobre dinheiro e imprensa

Andrés D'Alessandro acertou com o San Lorenzo, da Argentina. E daí?, me pergunta o leitor. E daí que parte da imprensa chegou a anunciar que o meia havia acertado com o Grêmio. Aqui na Bahia, situação análoga: semana passada, TODOS os veículos de imprensa publicaram que Adriano Gabiru já era jogador do Vitória. Três ou quatro dias depois, os mesmos repórteres, ruborizados (ok, alguns nem tanto), escreveram que "o jogador desistiu da negociação e preferiu ficar no Sport". Os casos expõem dois problemas que têm tudo a ver com a relação clube-imprensa. Vamos então, ao primeiro caso: o diretor de futebol do tricolor gaúcho, Paulo Pelaipe, é notório frasista. Como tal, gosta de aparecer. O dirigente, pois, "revelou" (aspas da Rádio Guaíba, do RS) que a negociação estava fechada.

Aqui faço um parêntese, leitor: sabe por quanto D'Alessandro saiu do Zaragoza? 3,5 milhões de EUROS. Com a cotação de hoje, R$ 9,102 milhões. Isso por metade do passe, comprado por um grupo de empresários – sempre eles – e o empréstimo até o fim do ano.

Ah, mas o Palmeiras (no caso, a Traffic, empresa de marketing(!) esportivo) trouxe o Diego Souza por 4 milhões de Euros, pode-se questionar. Mas Diego não recebe R$ 4,642 milhões por temporada, como o argentino. Tirei a calculadora da gaveta só pra mostrar
de que forma a imprensa esportiva brasileira tem sido leviana ao reproduzir, em forma de reportagem, os interesses dos dirigentes.

Vamos, então, ao segundo caso. Prometo ser mais sucinto. Talvez eu até esteja errado, mas não me lembro de ter lido nenhuma aspa de Adriano Gabiru, que era, afinal, o elemento mais importante da notícia. Apenas o anúncio, via assessoria do Vitória, que o jogador havia sido contratado. O jornalista, assim, não faz o que lhe cabe, acostumado com o conforto proporcionado pelas assessorias de imprensa. A questão é que o jornalismo não é uma profissão confortável. Espero que eu nunca me esqueça disso.

postado por Felipe Paranhos | 5:23 PM |

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[Terça-feira, Fevereiro 05, 2008]

Desfalques mostram que São Paulo também é frágil

A torcida do São Paulo se orgulha do rótulo de diferenciado.Afinal, é um clube que faz grandes contratações, conquista títulos e é dono do mais moderno centro de recuperação do País.Com apenas 26 jogadores no elenco, no entanto, o tricolor enfrenta problemas.
Joilson está suspenso pelo terceiro cartão amarelo contra a Ponte Preta, Dagoberto e Aloísio sofreram contusão, e Hernanes e Richarlyson estão na Irlanda, com a Seleção Brasileira.Zé Luís, gripado, é dúvida.

Sendo assim, Muricy Ramalho só conta com 19 atletas para enfrentar o São Caetano, na quinta-feira, no Morumbi. A solução será acabar com as férias de alguns garotos que disputaram a Copinha, mês passado. A situação evidencia a pequenez de um elenco que irá disputar, pelo menos, mais 13 jogos no Paulista, além da Copa Libertadores e do Brasileirão.

Devagar... – O São Paulo ainda sofre o assédio de clubes do exterior. Depois de vender o meia Souza para o Paris Saint-Germain, foi a vez de Borges receber proposta para deixar o Morumbi, por empréstimo.
Poderia ser um bom negócio para o clube, mas, além de Adriano, não há nenhum outro atacante que não o baiano. O clube interessado era o Al-Ahly, dos Emirados Árabes Unidos.

Muricy Ramalho, notável rabugento, desta vez tem motivos pra reclamar. Até Carlos Alberto, última aquisição, ainda não está em condições de jogo, devido à recente descoberta de hipotireoidismo, doença que afeta o desempenho em alta performance. O meia acaba de começar o tratamento.

Não é de hoje – O São Paulo é mesmo o clube mais bem organizado do Brasil, embora também cometa retumbantes equívocos.

Um exemplo foi a falta de volantes no elenco que disputou o Brasileirão/2007. Após perder Mineiro e Josué para o futebol alemão, o clube tinha apenas Zé Luis e Fernando, que não são lá grandes jogadores.

No improviso, Muricy descobriu características defensivas no meia-esquerda Richarlyson e no atacante Hernanes e os colocou no time. Graças à habilidade do técnico, os dois se tornaram destaques do torneio.

O clube também erra muito ao contratar, o que gerou desconfiança na chegada da eterna promessa Carlos Alberto. No início de 2007, o clube tinha Rodrigo Fabri, Marcel, Lima, Jadilson eMaurinho no elenco. Nenhum deles emplacou.

postado por Felipe Paranhos | 10:30 AM |

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[Segunda-feira, Janeiro 21, 2008]

Breve intervalo

Como puderam perceber, o blog esteve parado por dez dias. Amanhã estou de volta. Até!

postado por Felipe Paranhos | 8:46 PM |

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[Quinta-feira, Janeiro 10, 2008]

Na brodagem

Jorginho, irmão de Uéslei, está escalado para a partida contra o Juazeiro. Ganhou a vaga de Neto Potiguar, que, num primor de organização, foi emprestado ao Atlético/GO a 24h da estréia do Baiano, em que seria titular. O "irmão do Pitbull"? Não me pega. Mesmo.

postado por Felipe Paranhos | 8:04 PM |

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Figuras de linguagem

O Vitória venceu o jogo de abertura do Campeonato Baiano. Mas quem se importa com isso? Estão de volta os comentários abalizados, interessantes – interessados? – e cuidadosos de Raimundo Varela. Posso até ouvir a vinhetinha de rádio que eles tocam na TV, ô beleza.

O homem que, ano passado, disse que Belo – quem? –, do Colo-Colo, era a revelação do torneio e sustentou convicto o "nível de Série A" do atacante Pantico, à época na reserva do Vitória, retorna à opinião esportiva mais brilhante do que nunca. Sua reestréia, claro, fez jus à fama de especialista em futebol. Com a frase que segue, a seção que deu origem ao blog prova a inveja daqueles que o criticam, tal a prudência demonstrada pelo Líder. Soam os tambores da Praça da Piedade.

"Não houve pênalti porque não houve intenção do zagueiro em atingir o Joãozinho. Ele só visou a bola"

Raimundo Varela.


Faltou só o zagueiro do Feirense dizer pro árbitro: "Ô, seu juiz, foi sem querer! Libera aí..."

P.S.: A propósito, o jogador que sofreu a infração não foi Joãozinho. Foi Moscatelli, o que "tem nome de vinho".

P.S.²: Ah, se ele entender de administração pública o que entende de futebol...

postado por Felipe Paranhos | 7:58 PM |

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[Segunda-feira, Janeiro 07, 2008]

Amistoso engana-trouxa

Lendo os outros jornais, vi que só eu notei – ou quis notar – que o Bahia não enfrentou o Cruzeiro, de Cruz das Almas, simplesmente porque o time, de alguma tradição no futebol profissional baiano, está parado. O último torneio que disputou foi a Segunda Divisão do Estadual de 2006, em que ficou em quarto lugar. Portanto, o time que o Tricolor enfrentou foi mesmo um combinado de jogadores cruzalmenses que, no máximo, disputam torneios amadores por lá. Não vale como preparação. É a mesma coisa de enfrentar o campeão da Liga dos Rodoviários daqui de Salvador. A primeira partida do Bahia no ano será mesmo a estréia no Campeonato Baiano, quinta, contra o Juazeiro, provavelmente melhor – mas não muito – que o "Cruzeiro".

postado por Felipe Paranhos | 9:01 PM |

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